Perder é ganhar um buraco inundado de lágrimas no peito.
causado pelo amor vivenciado e pela expectativa da vida.
A dor: da impossibilidade de desenvolver este mesmo amor.
Felicidade pelo surgimento de um novo tempo
em que uma criança vai sorrir e criar-se sempre com uma saudade desconhecida.
domingo, 4 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
umidade
Descomplicar, explicar, complexar.
Por que fazer do complexo, simples e vice-versa?
Talvez por que tenhamos nascido com olhos que vão além de sua função.
Olhos que enxergam mais do que reflexo. Olhos interpretantes e úmidos.
Não é à toa que este órgão é composto por líquidos. Brilhantes e fluidos a priori, quando há secura mostra-se que algo não está bem. Olhos opacos, sem vida – feito os cabelos – designam cuidados especiais.
A umidade do olhar traz aos olhos a incrível possibilidade de enxergar além. Tornam a visão mais complexa, saturada de cores e texturas diferentes. Olhos úmidos para mostrar tristeza e também para derramar felicidade.
Por que fazer do complexo, simples e vice-versa?
Talvez por que tenhamos nascido com olhos que vão além de sua função.
Olhos que enxergam mais do que reflexo. Olhos interpretantes e úmidos.
Não é à toa que este órgão é composto por líquidos. Brilhantes e fluidos a priori, quando há secura mostra-se que algo não está bem. Olhos opacos, sem vida – feito os cabelos – designam cuidados especiais.
A umidade do olhar traz aos olhos a incrível possibilidade de enxergar além. Tornam a visão mais complexa, saturada de cores e texturas diferentes. Olhos úmidos para mostrar tristeza e também para derramar felicidade.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
rumo dos ventos
A toda hora rola uma história
Que é preciso estar atento
A todo instante rola um movimento
Que muda o rumo dos ventos
Quem sabe remar não estranha
Vem chegando a luz de um novo dia
O jeito é criar um outro samba
Sem rasgar a velha fantasia
Mulher é isso aí
Só existe a gente mesmo
Levando um barco pesado
Apesar do agitado mar
Sem a lua e seu encanto
Ao sabor da ventania
Mesmo no gelo da noite
Meu coração não esfria
E quando o vendaval passar
Acharemos uma ilha
E até quando Deus deixar, mulher
Iremos tocando a vida
composição: Paulinho da Viola
Que é preciso estar atento
A todo instante rola um movimento
Que muda o rumo dos ventos
Quem sabe remar não estranha
Vem chegando a luz de um novo dia
O jeito é criar um outro samba
Sem rasgar a velha fantasia
Mulher é isso aí
Só existe a gente mesmo
Levando um barco pesado
Apesar do agitado mar
Sem a lua e seu encanto
Ao sabor da ventania
Mesmo no gelo da noite
Meu coração não esfria
E quando o vendaval passar
Acharemos uma ilha
E até quando Deus deixar, mulher
Iremos tocando a vida
composição: Paulinho da Viola
sem mais
Poxa. Começa a escrever e apaga!!!
Assim, ando profundamente conhecedora do delete e do backspace.
Com tantas outras teclas, por que essas duas insistem em estar embaixo dos meus dedos?
- Ah! faz um esforcinho, vai!
- To aqui, oras! Fazendo um esforção! Tentando estabelecer contato imediato com a página deste blog que anda devagar, quase parando.
- Antes tarde do que nunca, não é?
- Pô! Mas com tanta coisa acontecendo aqui você ainda quer tempo para ficar postando?
- Claro! Um monte de gente consegue! Postam, inclusive, diariamente.
- Ah! Mas eu não sou assim disciplinada, você sabe. Essa coisa de ficar repetindo ações, sejam quais forem não é comigo.
- Pára com isso!!! Isso aí é medo de escrever.
- Pode ser que seja mesmo. Se for, e daí? Não posso ter medo? É O QUE ME FALTAVA!!! E se quer saber, to mais lendo que escrevendo. Processo de maturação do pensamento, já ouviu dizer?
- Ahãn. Vai pô! Se obriga aí a escrever uma coisa descente!
- Descente? Vou só postar essa conversa, tá?
- Hahaha Conversa? Diálogo imaginário, né bem?! De eu e você com você mesma.
Assim, ando profundamente conhecedora do delete e do backspace.
Com tantas outras teclas, por que essas duas insistem em estar embaixo dos meus dedos?
- Ah! faz um esforcinho, vai!
- To aqui, oras! Fazendo um esforção! Tentando estabelecer contato imediato com a página deste blog que anda devagar, quase parando.
- Antes tarde do que nunca, não é?
- Pô! Mas com tanta coisa acontecendo aqui você ainda quer tempo para ficar postando?
- Claro! Um monte de gente consegue! Postam, inclusive, diariamente.
- Ah! Mas eu não sou assim disciplinada, você sabe. Essa coisa de ficar repetindo ações, sejam quais forem não é comigo.
- Pára com isso!!! Isso aí é medo de escrever.
- Pode ser que seja mesmo. Se for, e daí? Não posso ter medo? É O QUE ME FALTAVA!!! E se quer saber, to mais lendo que escrevendo. Processo de maturação do pensamento, já ouviu dizer?
- Ahãn. Vai pô! Se obriga aí a escrever uma coisa descente!
- Descente? Vou só postar essa conversa, tá?
- Hahaha Conversa? Diálogo imaginário, né bem?! De eu e você com você mesma.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
desânimo
Dia chato.
Cinza de chuva que não molha.
Sapato largo para entrar pedrinha.
Barulhinho apitando na cabeça.
Sono e falta de cama.
Fome e regime.
Iluminação branca de elevador.
Imperfeições perfeitamente visíveis.
Ô COISA CHATA.
Cinza de chuva que não molha.
Sapato largo para entrar pedrinha.
Barulhinho apitando na cabeça.
Sono e falta de cama.
Fome e regime.
Iluminação branca de elevador.
Imperfeições perfeitamente visíveis.
Ô COISA CHATA.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
ansiedade
Como para acalmar
Durmo para fugir
Tomo para esquecer
Choro para não ruir
Acordo para não esperar
Corro para lá estar -
Fujo para não ir.
Calo para não machucar
Grito para não explodir
Rio para não mostrar
Páro não sentir.
Durmo para fugir
Tomo para esquecer
Choro para não ruir
Acordo para não esperar
Corro para lá estar -
Fujo para não ir.
Calo para não machucar
Grito para não explodir
Rio para não mostrar
Páro não sentir.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
não desisti
Não desisti não. Só acho que às vezes é difícil por demais assumir o que se pensa.
Escrever então, nem se fala! Protocolar uma idéia dolorosa que está na cabeça e fazer com que com um pouco de tinta, ou alguns códigos, no caso do computador, ela se torne insuportavelmente real. Então fujo de escrever. A propósito eu sou a pessoa que conheço que mais gosta de escrever e mais tem medo disso. Alguém mais é assim?
Se for, coloca um post pra eu me sentir um pouco menos estranha no mundo.
Escrever então, nem se fala! Protocolar uma idéia dolorosa que está na cabeça e fazer com que com um pouco de tinta, ou alguns códigos, no caso do computador, ela se torne insuportavelmente real. Então fujo de escrever. A propósito eu sou a pessoa que conheço que mais gosta de escrever e mais tem medo disso. Alguém mais é assim?
Se for, coloca um post pra eu me sentir um pouco menos estranha no mundo.
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